30 de jul de 2012

O QUE DIZER DO SEXO ANTES DO CASAMENTO?


Muitos jovens sem dúvida voltarão primeiro sua atenção para esta seção do blog. Por quê? Porque nenhum assunto suscita tantas perguntas e tanta controvérsia – e confusão – como o sexo e a moral. A boa moral, contudo, abrange mais do que o comportamento sexual. Por exemplo, pode-se dizer que o jovem que mente e que tapeia e “cola” tem boa moral? Ou existem situações em que a desonestidade é aceitável? Felizmente, a Bíblia nos fornece algumas orientações diretas e práticas sobre tais questões morais.


Se vocês se amam, será isto aceitável? Ou deveriam esperar até se casarem?Eu ainda sou virgem. Será que há algo de errado comigo?” Perguntas assim são comuns entre os jovens.

Todavia, “é só a pessoa jovem de qualidades excepcionais que já não teve relações sexuais na adolescência” concluiu o Instituto Alan Guttmacher, dos EUA, em seu informe de 1981. “Oito de cada 10 homens, e sete de cada 10 mulheres comunicam já terem tido relações sexuais na adolescência.”

‘E por que não?’, talvez pergunte. Afinal de contas, é somente natural querer sentir-se amado. E, quando se é jovem, suas paixões podem ser bem fortes, a ponto de perturbá-lo. Ademais, existe a influência dos colegas. Eles talvez lhe digam que o sexo pré-marital (antes do casamento) é divertido, e que, quando você realmente gosta de alguém, é somente natural desejarem tornarem-se íntimos. Alguns talvez até digam que fazer sexo comprova sua masculinidade ou feminilidade. Não desejando ser visto como esquisito você talvez se sinta assim pressionado a experimentar as relações sexuais.

Contrário à opinião popular, nem todos os jovens têm pressa em deixar de ser virgem. Considere a guisa de exemplo, uma jovem solteira chamada Ester. Ela se submetia a um exame médico geral quando o médico dela perguntou, com toda a naturalidade: “Que método anticoncepcional está usando?” Quando Ester respondeu: “Não uso nenhum”, o médico dela exclamou: “O que! Você quer ficar grávida? Como é que espera não engravidar se não está usando nada?” Ester replicou: “É porque não estou fazendo sexo!”

O médico olhou para ela, descrente: “Isto é inacreditável”, disse ele. “Chegam aqui mocinhas de 13 anos, e não são virgens. Você é uma pessoa notável.”
O que tornava Ester “notável”? Ela obedecia à admoestação da Bíblia: “Ora, o coro não é para fornicação [que inclui o sexo pré-marital]... Fugi da fornicação.” (I Coríntios 6:13,18). Sim, ela reconhecia o sexo pré-marital, como um grave pecado contra Deus! “Isto é o que Deus quer”, declara I Tessalonicenses 4:3, “que vos abstenhais de fornicação”. Por que, porém, a Bíblia proíbe o sexo pré-marital?


#OS EFEITOS POSTERIORES
Até mesmo nos tempos bíblicos, alguns praticavam o sexo pré-marital. Uma mulher imoral talvez convidasse um jovem para entregar-se a isso, dizendo-lhe: “Vem deveras, bebamos fartamente do amor até amanhã à manhã; regalemo-nos deveras mutuamente com expressões de amor.” (Provérbios 7: 18) A Bíblia, contudo, avisava que os prazeres usufruídos hoje podem trazer dor amanhã. “pois os lábios duma mulher estranha estão gotejando como favo de mel e seu paladar é mais macio do que o azeite”, observou Salomão. “Mas”, prosseguiu ele, “o efeito posterior dela é tão amargo como o absinto; é tão afiado como uma espada de dois gumes”. – Provérbios 5: 3, 4.
Um dos possíveis efeitos posteriores é contrair uma doença sexualmente transmissível. Imagine só a aflição de coração de uma pessoa ao ficar sabendo, anos depois, que uma experiência sexual lhe causou danos irreversíveis, talvez a infertilidade ou um grave problema de saúde! Como avisa Provérbios 5: 11: ‘Terás de gemer no teu futuro, quando tua carne e teu organismo chegarem ao fim. ’ O sexo pré-marital também resulta em filhos ilegítimos, em abortos, e num casamento prematuro – cada qual com suas dolorosas consequências. Sim, quem pratica o sexo pré-marital deveras ‘peca contra seu próprio corpo’.  I Coríntios 6: 18.
Reconhecendo tais perigos, o Dr. Richard Lee declarou na revista Yale Journal of Biology and Medicine: “Jactamonos perante nossos jovens dos grandes avanços que fizemos na prevenção da gravidez e no tratamento das doenças veneras, desconsiderando o preventivo mais confiável e específico, o menos dispendioso e menos tóxico, tanto da gestação como dos sofrimentos venéreos  — aquele estado antigo, honroso, e até mesmo saudável, da virgindade.”


#CULPA E DECEPÇÃO

Muitos jovens verificam, ademais, que o sexo pré-marital é amargamente decepcionante. Com que resultado? Passam a ter sentimentos de culpa e menos respeito por si mesmos. Admitiu Dênis, de 23 anos: “Foi uma tremenda decepção — nenhuma sensação gostosa ou do caloroso amor que devia supostamente trazer. Antes, doía-me a plena consciência de quão errado tinha sido aquilo. Eu me sentia completamente envergonhado da minha falta de autodomínio.” Confessou certa jovem: “Caí na realidade com um golpe prostrador... A festa terminara e eu me sentia mal, vulgar e suja. Não me senti nada melhor ao ouvi-lo dizer: ‘Por que foi que você não nos fez parar antes de as coisas irem longe demais?”
Tais relações não são raras, segundo o Dr. Jay Segal. Depois de estudar as atividades sexuais de 2.436 estudantes universitários, ele concluiu: “ As experiências de uma primeira [relação sexual] insatisfatória e desapontadora excediam as satisfatórias e excitantes numa proporção de quase duas por uma. Tanto homens como mulheres lembravam que tinham ficado muito decepcionados.” Deve-se admitir que até mesmo cônjuges legais podem, às vezes, ter dificuldades quando se trata de sexo. Mas, num casamento, quando existe genuíno amor e compromisso, tais problemas podem, em geral, ser resolvidos.

#O PREÇO DA PROMISCUIDADE
Alguns jovens não sentem nenhuma culpa por terem relações sexuais, e, assim, dedicam-se totalmente à busca da gratificação sexual, procurando fazer sexo com uma variedade de parceiros. O pesquisador Robert Sorensen, em seu estudo sobre a sexualidade dos adolescentes, observou que tais jovens pagam um alto preço por sua promiscuidade. Escreve Sorensen: “Em nossas entrevistas pessoais, muitos [jovens promíscuos] revelam... Crer que sua vida tem muito pouca finalidade e pouco contentamento.” Quarenta e seis por cento destes concordam com a declaração: “Do jeito como eu vivo agora mesmo, a maioria das minhas aptidões será desperdiçada.” Sorensen comprovou, ademais, que estes jovens promíscuos referiam sentir pouca “confiança em si e autoestima ”.
É exatamente como diz Provérbios 5.9: Os que se empenham em imoralidade ‘dão a outros sua dignidade’.

(continua...)

Fonte: Livro Os Jovens Perguntam - Respostas Práticas, Volume 1.

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